domingo, 20 de novembro de 2011

Função Logística

As curvas logísticas descrevem os processos de crescimento natural de qualquer sistema.
Um processo de crescimento natural consiste em preencher um determinado nicho desde do seu início até à sua saturação. Assim o crescimento do mercado de um produto é considerado como sendo um projecto natural e pode ser descrito por uma curva logística.
O estado inicial de crescimento de um produto é tipicamente exponencial, ou seja, supõe-se que poderá crescer até um limite máximo, a partir do qual se tende a estabilizar.
A função logística é-nos dada pela seguinte expressão:


  • Modelação da evolução das vendas de televisões a cores
Dados das vendas:
O gráfico das vendas dos televisores a cores é o seguinte:


Aplicando a função logística aos dados:

Estimando valores para os parâmetros da função:
Resultando no seguinte gráfico:

Referências:
  • Apontamentos da cadeira de Sistemas Integrados de Apoio à Decisão (ISCTE/IUL)

domingo, 6 de novembro de 2011

O uso da Informação nas empresas

Com o processo da globalização de mercados e a velocidade dos avanços tecnológicos, a utilização de informação tornou-se essencial no desenvolvimento das organizações. Naturalmente emerge o conceito de uma sociedade da informação, onde ter informação ou ao menos ter garantido o acesso a ela passa a ser um diferencial de uma nova era.

Sendo assim, será natural que se inicie este artigo com uma definição de informação. Esta é um conjunto organizado de dados que permite resolver problemas e tomar decisões, tendo em conta que o seu uso racional é a base do conhecimento.
É de ter em conta, que muitas vezes o significado de dados e informação são confundidos.
Poderemos então afirmar que um dado é encontrado na forma quantitativa, que empregado isoladamente não possui nenhuma utilidade ao gestor, pois são elementos brutos e sem significado, considerados como matéria-prima para a informação.
Assim, os dados são percepcionados e, uma vez integrados, acabam por gerar a informação necessária para produzir conhecimento. Considera-se que a sabedoria é a capacidade para julgar correctamente quando, como, onde e com que objectivo se aplica o conhecimento adquirido (Setzer,1999).

A crescente interligação entre nações faz com que o comércio internacional aumente, a expansão no investimento exterior e a tendência da homogeneização dos padrões de consumo fazem com que o mundo seja encarado como um só mercado, em que as empresas têm que conviver com a competição internacional dentro dos seus mercados e ao mesmo tempo têm que penetrar nos mercados externos tendo em vista o aproveitamento as novas oportunidades de negócio (Veiga, 2008).
Então, a informação assume, hoje me dia, uma importância crescente. Ela torna-se fundamental para as empresas na descoberta e introdução de novas tecnologias, exploração das oportunidades de investimento e de negócio. Assumindo, por isso, o papel como recurso estratégico em qualquer organização, pois é dela que depende directamente o sucesso ou o fracasso da empresa.

Como uma empresa não funciona sem informação, é necessário saber usá-la de forma a torná-la eficiente. É por isto que quanto mais rápido for o seu acesso mais rápido as empresas poderão atingir os seus objectivos. Isto leva a considerar que a quantidade de informação e os dados donde ela provém são um recurso que merece ser gerido, sendo este o objectivo da Gestão de Informação.
A Gestão de Informação apoia a política global da empresa tornando acessível o conhecimento e a articulação entre os vários subsistemas que a constituem; apoia de forma interactiva a evolução da estrutura organizacional, que se encontra em permanente adequação às exigências concorrenciais e ajuda a formar uma imagem da organização, do seu projecto e dos seus produtos através da implantação duma estratégia de comunicação interna e externa.
Como neste momento a mudança é a única constante no mercado empresarial é necessário que as empresas desenvolvam a sua capacidade de prever novas tendências com o intuito de satisfazer as necessidades dos seus clientes, que são a sobrevivência de qualquer negócio. Por conseguinte, a Gestão de Sistemas de Informação e a sua inserção na estratégia empresarial são um factor chave na criação de valor acrescentado e em proporcionarem vantagens competitivas para a empresa. Pois, é com a informação disponível que se torna possível a realização de análises e estudos sistemáticos dos hábitos e preferências dos seus clientes e a interpretação e organização desta permite produzir o conhecimento necessário à inovação de forma a captar novos clientes (Braga, 1996).
Então se, por um lado, ajudam a viabilizar novas estratégias empresariais, por outro, ajudam com ameaças provenientes da concorrência.
No entanto, é de ter em conta que uma aplicação das tecnologias de informação pode dar uma vantagem competitiva quando a empresa tem a capacidade de a explorar de uma forma contínua e quando está alinhada com a estratégia e as características da empresa e a sua estrutura organizacional.


Esta exploração pode ser feita através de algumas ferramentas e metodologias que são utilizadas para melhorar o apoio à decisão e, entre elas, estão as mais conhecidas como o data warehousing, data mining e o Customer Relationship Management (CRM) que são capazes de identificar informações a partir de técnicas de busca, selecção e análise.

Na gestão de uma empresa é necessário haver informação a três níveis por forma a atingir-se os objectivos (Veiga, 2008):

·         Nível Estratégico: São tomadas decisões estratégicas e, por isso, são complexas e exigem informação bastante variada. A informação provém de fontes externas à organização e também de outros níveis hierárquicos;

·         Nível Táctico: Aqui existem as decisões tácticas e exigem informação pormenorizada e existe responsabilidades na interpretação da informação;

·         Nível Operacional: Aqui são tomadas as pequenas decisões ou as decisões de calibre operacional. São necessárias informações detalhadas e bem definidas, provenientes essencialmente do sistema interno da empresa, com vista a acções imediatas.

Temos que ter em conta que à medida que se desce na pirâmide hierárquica organizacional a especificidade aumenta porque é necessário resolver problemas mais específicos enquanto que o nível de topo atende a preocupações mais gerais.


Em suma final poderemos afirmar que com a crescente competitividade, a globalização, a transformação da sociedade industrial numa sociedade baseada na informação e no conhecimento, estão a desafiar as formas de gestão das empresas, tornando a informação a ferramenta imprescindível não só para o crescimento, mas também para a sobrevivência das organizações. Portanto um Sistema d Informação eficiente pode ter um grande impacto na estratégia corporativa e no sucesso da empresa. É, por isso, que para a empresa moderna, informações em tempo útil e de qualidade são vitais para se destacar da concorrência e para suportarem a sua tomada de decisão.

Referências
Setzer , Valdemar W. (1999), Dado, Informação e Conhecimento, World Wibe Web

Veiga, Carla Rosana(2008), O papel da tecnologia da Informação como auxílio à engenharia e Gestão co Conhecimento, World Wibe Web

Braga, Assunção (1996), Gestão de Informação – Tese de Mestrado, World Wibe Web

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

História dos Sistemas de Apoio à Decisão

Um Sistema de Suporte à Decisão (SDD ou DSS – Decison Support System) é um sistema que fornece informações de forma a ajudar a resolver problemas não estruturados ou semi-estruturados. De uma forma geral, este é um termo utilizado para qualquer aplicação de computador   que melhora a capacidade de uma pessoa ou grupo para tomar decisões (Marakas – Decision Support Systems in the 21st Century).  
Os DSS são cada vez mais importante para as organizações porque automatizam determinados procedimentos, optimizam as decisões e ajudam a prever o futuro. Destes sistemas espera-se obter informação útil e relevante, conselhos sobre a decisão correcta a tomar (não substituindo o decisor), gestão e acompanhamento das decisões, armazenamento e gestão do conhecimento (capacidade para superar as limitações humanas de processamento de informação) e ferramentas para obter a vantagem competitiva (decidir melhor e mais depressa que a concorrência detectando falhas e oportunidades). Desta forma, os DSS potenciam mais lucros, menores custos e melhores produtos ou serviços.
A história da implementação dos Sistemas de Suporte à Decisão começa em meados dos anos 60 mas desde da introdução do computador que a componente de suporte à decisão teve um grande desenvolvimento. Inicialmente, os computadores produziam relatórios em papel e eram entregues numa base periódica aos utilizadores. Este género de relatórios apresentava grandes dificuldades no que diz respeito à análise por serem previamente formatados segundo determinadas especificações. Este pormenor era uma grande barreira entre o diálogo entre o decisor e a ferramenta pois os sistemas não eram interactivos, o que os colocava um pouco de parte no apoio à decisão (Administrative Behavior de Herbert Simon – fundamento da teoria de decisão e do comportamento organizacional).
Na década de 70, John D. C. Little estava a estudar DSS aplicado ao marketing em Massachusetts Institute of Technology quando este e Lodish relataram pesquisas sobre Mediac, um sistema de suporte e planeamento para os media. Além disto, Litle identificou quatro critérios para a concepção de modelos e sistemas de apoio à gestão na tomada de decisão: robustez, facilidade de controlo, simplicidade e complexidade nos detalhes relevantes. Em 1975, o DSS de Little (Brandaid) foi projectado para ajudar no processo de decisão na promoção de produtos, os seus preços e nas decisões referentes à publicidade. Este autor também ajudou a desenvolver a linguagem de modelação financeira e de marketing conhecida como Express.
A partir dos anos 80, a história é contada pelos sistemas micro. É aqui, que entra em cena uma nova tecnologia: o computador pessoal. É de realçar que quando se adquire um computador, também se acede a um processador de texto e a uma folha de cálculo. É necessário frisar que a folha de cálculo continua a ser, ainda hoje, a escolha de excelência do decisor. A primeira folha de cálculo a aparecer foi a Visicalc (escrito em Pascal) que permitiu vender micro computadores às empresas.

No início dos anos 90, à medida que os requisitos dos utilizadores e o volume de informação cresciam as empresas começaram a aperceber-se dos problemas que a utilização das folhas de cálculo. Começaram a introduzir o conceito de base de dados levando-nos ao desenvolvimento dos sistemas de suporte à decisão de hoje em dia.
Fig. 1 - Evolução dos Sistemas de Suporte à Decisão

Fontes:
  • Marakas, George M. (November 23, 1998), Decision Support System in the 21st Century, Prentice Hall

  • Carlos Ferreira Bispo (1998), Uma Análise da Nova Geração de Sistemas de Apoio à Decisão, World Wide Web